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Você sabe o que é D2C? Entenda quais são as vantagens da indústria partir para o e-commerce

Nos últimos anos houve grandes avanços da indústria no e-commerce. As marcas que buscaram atuar diretamente com o cliente obtiveram bons resultados. Um exemplo é o da Nike, que faturou US$ 9,08 bilhões nas vendas D2C em 2017. Além disso, de acordo com a Market Realist, até 2020 as previsões de venda diretas nesse canal vão chegar a US$ 16 bilhões.

A empresa americana, líder no segmento esportivo, não é a única a oferecer produtos e serviços diretamente ao consumidor. O conceito  D2C (direct to consumer, em inglês) já é amplamente utilizado por marcas como Samsung, Apple, Oakley, entre outras que buscam a margem de lucro, posicionar-se frente às iniciativas do mercado, relacionar-se com o público e outras vantagens.

Neste post você vai entender melhor o conceito, os benefícios para o negócio (independentemente do tamanho) e os desafios para implementar a estratégia. Acompanhe!

O que é D2C?

Refere-se aos negócios e transações feitos entre a indústria, franqueados, importadores ou distribuidores e o consumidor, sem intermediações dentro de sua cadeia de distribuição.

Trata-se de uma estratégia que utiliza-se, principalmente, dos recursos da internet (em especial do comércio eletrônico), uma vez que se mostram mais eficientes e menos custosas que criar uma loja física própria, por exemplo.

Nesse contexto, pequenas, média e grandes indústrias podem ingressar no comércio varejista sem investimentos de peso, sem fragilizar a relação com o consumidor final e seus clientes B2B. Em linhas gerais, qualquer indústria pode vender seus produtos pela internet com a mesma qualidade das mercadorias das prateleiras.

A implementação de um D2C requer o desenvolvimento de um site, a contratação de uma agência especializada em e-commerce e um planejamento para o novo campo. Podem surgir outros custos, em especial para a divulgação, logística e atendimento.

Quais as vantagens e oportunidades da indústria no e-commerce?

A empresa pode utilizar das ferramentas da web para expor, vender, mensurar dados, atrair o consumidor, entender seus hábitos e conversar com ele. Esses são apenas os benefícios para quem está iniciando e ainda não tem uma marca.

Negócios que já têm uma participação no mercado e estão ingressando sem intermediadores nesse campo obtém benefícios ainda maiores. Veja!

Ganhe diferencial competitivo

Ao buscar uma participação maior na internet que vai além do site, a empresa se torna mais competitiva no mercado varejista. Aliado a uma diminuição significativa na quantidade de intermediários, o negócio diminui a complexidade nos processos e aumenta seus ganhos (de tempo e recursos).

Também é um modelo que permite construir uma relação mais forte, tendo em vista que as empresas podem controlar sua história e transmitir sua mensagem de forma direta aos consumidores.

Diminua custos

A diminuição de intermediários reduz custos diretos e indiretos. Mencionamos o estreitamento de processos, que por si só representa uma redução nos custos. Dependendo da engenharia tributária do empreendimento há também a diminuição dos impostos em cascata.

Aumente o market share

A indústria consegue atingir mais clientes, em especial quando os esforços estão aliados ao potencial que seus distribuidores já detêm. Ao adquirir da indústria pela internet, o cliente se torna mais fiel à marca.

Quando ele acessa o e-commerce e vê o portfólio, ele está acompanhando todos os produtos com exclusividade. Já no varejo físico, a marca terá que competir com outras.

Os ganhos podem auxiliar a sustentar a companhia como um todo, sobretudo, quando ela passa por momentos de dificuldade financeiras. Vale ressaltar que o aumento nas vendas pode exigir esforços relacionados ao atendimento, como a criação de call center ou chat.

Atenda os consumidores que exigem uma experiência melhor

Para muitas organizações, a experiência do cliente já é um dos fatores mais importantes para atrair e manter seus clientes. Ocorre que as expectativas dos consumidores aumentaram em virtude das tecnologias móveis, sociais e na nuvem, o que exige das marcas uma ambientação para promover a experiência de compra perfeita.

Ao vender diretamente para o cliente, os fabricantes têm mais recursos para entender o comportamento do público, uma vez que os intermediários dizem muito pouco sobre como o produto é vendido. O negócio pode aprender mais e executar estratégias eficientes, capazes de superar as adotadas no mercado B2B.

Reforce o compromisso com o consumidor e receba feedbacks

Os feedbacks, nesse modelo de negócio, são mais eficientes e permitem fortalecer a relação de garantia sobre o produto. O cliente, por sua vez, tem suporte com quem entende sua dúvida e isso aumenta sua confiança na proposta da marca.

Por isso, ressaltamos a importância de levantar dados para criar estratégias que atendam as demandas do cliente/negócio. A partir deles e dos feedbacks é possível criar planos de ação mais eficientes e tomar decisões pautadas em informações precisas, e não na intuição.

Quais os desafios?

Vender diretamente para o cliente apresenta seus desafios, dos quais se destacam:

Concorrência desleal

Uma forte presença de D2C pode colocar em risco canais como a venda por meio de parceiros de varejo. O marketing agressivo da Nike para as vendas diretas, por exemplo, colocou sua relação com os varejistas em uma posição embaraçosa.

Pior quando os varejistas acreditam estar em uma concorrência desleal, afinal, nem sempre é possível concorrer com a fábrica.

Ressaltamos a necessidade de precificar os produtos de acordo com a realidade do mercado, evitando a concorrência desleal com os parceiros e o desgaste do posicionamento da marca.

Logística específica

Diferente das vendas para revendedores, a venda direta exige uma logística segmentada, que é caracterizada por pequenas encomendas. É um cenário que vai exigir da marca mudanças nas operações relacionadas ao estoque, separação, embalagem e envio.

Mais uma vez, o negócio tem a oportunidade de se beneficiar dos recursos do e-commerce, a exemplo das parcerias com transportadoras e Correios, que oferecem serviços específicos como o e-Sedex.

Carga tributária

A legislação ainda é muito nova e pode exigir mais trabalho das empresas para se adequar. Basicamente, há uma tributação específica para as lojas virtuais que atuam como canais de vendas para a indústria, em que é cobrado o ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias) e ISS (Imposto Sobre Serviço), além da necessidade de fornecer a nota fiscal.

Ainda há distinções de acordo com a natureza do produto, consumidor final (pessoa física ou jurídica) e outras especificações que variam de acordo com a unidade da federação. Portanto, os setores responsáveis precisam estar a par das regras para o D2C digital.

Marketing

Na web é possível estimular a participação do público, criar conteúdo que estreite a relação, responder seus questionamentos nas redes sociais, entre outras ações que aumenta a interação e o interesse. A chave para o sucesso aqui está em focar em pontos para controlar e cultivar relacionamentos.

A indústria no e-commerce só tem a ganhar, desde que foque na relação com o seu público. Apesar de a internet ser um campo que exija ferramentas sofisticadas, o ponto-chave continua sendo o de oferecer uma boa experiência para o consumidor.

Resolvemos a sua dúvida? Aproveite e leia este artigo sobre segurança no e-commerce e veja como manter suas transações seguras

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