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Como integrar “objetos” à internet? Entenda mais

O conceito de conectar objetos à internet se mostrou algo eficiente e desde a popularização da web é possível identificar avanços nesse campo, sobretudo com a expansão da conectividade, o barateamento das tecnologias de microeletrônica e de sensoriamento.

De acordo com dados da Gartner Consultoria, o mundo conta com mais de 8,4 bilhões de objetos conectados em 2017, o que representa um aumento de 31% ante ao ano anterior. A perspectiva é que chegue a 20 bilhões até 2020. Os mais comuns são TVs, automóveis, equipamentos industriais, sistemas inteligentes de aquecimento/ iluminação e muitos outros.

Em escala global, China, América do Norte e Europa Ocidental são as regiões que mais estão contribuindo para o uso de objetos conectados. As três juntas representam 67% da base da internet das coisas (IoT) em 2017.

Em linhas gerais, a internet das coisas é uma extensão da internet “convencional” se caracterizando por objetos físicos, automóveis, edificações, entre outros que apresentam tecnologia embarcada com sensores e conexão com a rede, sendo capaz de transmitir e coletar dados. Nos últimos anos houve avanços sensíveis no setor, em especial pelo seu potencial de uso em diferentes áreas como o e-commerce.

Neste post, vamos evidenciar o uso da internet das coisas no mercado digital, apresentando possibilidades, riscos e desafios (técnicos e sociais), acompanhe!

Como as novas tecnologias têm impactado o mercado de e-commerce?

A IoT já tem sido amplamente utilizada para alavancar as vendas on-line no mundo. Áreas como o design, marketing, logística e relacionamento com o consumidor são as que apresentam avanços mais significativos no setor. Em linhas gerais, permitem que os processos sejam dinamizados, baseando-se em informações reais.

A coleta de dados em tempo real, a partir de objetos, permite identificar maneiras mais assertivas de desenhar produtos/ofertas. O maior benefício aqui é a coleta feita em tempo real, de forma mais dinâmica e barata do que pesquisas de mercado.

Sensores adicionados em determinadas peças podem “avisar” o cliente e o e-commerce que houve desgaste e se faz necessária a reposição. Nesse sentido, também é possível verificar se a peça em questão está disponível em estoque.

A prática também pode ser adicionada em outras estratégias D2C (Direct to Consumer, onde a indústria vende diretamente para o consumidor final). Nesse caso o e-commerce pode ser notificado quando os produtos e peças adquiridas tiverem a sua garantia vencida.

Qual a posição do Brasil no contexto dos objetos à internet?

A consultoria McKinsey estima que o potencial social e econômico da IoT na produtividade da economia brasileira e na manutenção/aperfeiçoamento de serviços públicos seja de até US$ 200 bilhões, o que demonstra a aceitação dos brasileiros pelas iniciativas dessa natureza.

Em vista de outras nações como EUA, o Brasil ainda engatinha, contudo há esforços em quatro campos: agronegócio, saúde, indústria e cidades inteligentes, com diferentes iniciativas, das quais podemos listar:

  • bicicletas com sensores e GPS para aluguel por meio de smartphones;
  • irrigação de plantações com acionamento via internet 4G;
  • máquinas agrícolas com sensores que coletam e enviam dados relacionados ao desempenho e posição dos equipamentos;
  • máquinas controladas remotamente na indústria;
  • sensores em containers enviando em tempo real a localização de encomendas;

Quais os benefícios que essas inovações trazem ao e-commerce?

Em linhas gerais, iniciativas de IoT estão sendo associadas à cadeia de abastecimento de produtos, proporcionando ao negócio uma vantagem competitiva. Alguns dos benefícios são:

Antecipar-se a uma necessidade do consumidor

Como mencionado, as marcas estão disponibilizando formas de se antecipar às necessidades do consumidor com sensores em objetos do cotidiano no intuito de informar quando se faz necessária a reposição ou aquisição de um novo bem.

A Amazon, por exemplo, desenvolveu o Amazon Dash Buttons, que permite aos consumidores adquirir produtos com um clique em um botão físico. O usuário pode colar o botão em qualquer aparelho. Por exemplo, ele pode adicionar o botão a sua geladeira que permite comprar um refrigerante ao clicar, ou na máquina de lavar para comprar sabão em pó. Quando clicar um pedido é feito a Amazon instantaneamente.

Disponibilizar ofertas personalizadas

Atualmente a coleta de dados é feita por meio de pesquisas e ferramentas para captura de dados. Quando esses dados são coletados a partir de objetos do uso cotidiano do consumidor, o e-commerce pode oferecer produtos de acordo com suas necessidades e com preços competitivos.

Reforçar a relação com os clientes

Quando os gestores têm a possibilidade de entender as demandas de seus consumidores, conseguem estreitar a relação, aumentando a confiança entre as duas partes. Nesse contexto, o e-commerce precisa assimilar os interesses dos clientes e buscar formas de se comunicar com ele e apresentar soluções dinâmicas.

Dinamizar processos como a logística

A IoT permite que o negócio tenha uma visão real do estoque/centro de distribuição. Entre as práticas já adotadas estão o rastreamento de inventários e encomendas em tempo real por meio de sensores (chips RFID e beacons). O que aumenta a visibilidade para a localização de itens em estoque, bem como a necessidade de repor itens.

Para aumentar a potencialidade nesse quesito é importante adotar tecnologias adicionais, a exemplo de sensores nas prateleiras, monitores inteligentes, câmeras de alta resolução combinadas com recursos para a análise de imagens, permitindo que o controle, identificação e separação de produtos sejam feitas de forma mais eficiente.

Reduzir custos operacionais

Uma pesquisa conduzida pela PromonLogicalis — empresa de serviços e soluções de tecnologia da informação e comunicação — mostrou que 79% das empresas entrevistadas buscam a IoT como forma de reduzir custos operacionais. De fato, é possível reduzir custos em quesitos como pesquisa de campo, estreitamento de processos, logística, inovação, entre outros pontos considerados estratégicos para o negócio.

Como se preparar para a Internet das Coisas?

Inicialmente é preciso conhecer o negócio e o nicho de atuação a fundo. A partir daí é possível estruturar o projeto, que nem sempre será algo curto e pontual. É importante ter em mente que essas implementações serão relevantes no presente e no futuro.

Os e-commerces precisam criar parcerias com a indústria para conectar os objetos à internet, sobretudo no compartilhamento dos dados obtidos. A partir da cooperação será possível transpor as barreiras, criar diferenciais e colher bons frutos.

Surgiu alguma dúvida? Aproveite e leia também sobre como a internet das coisas pode revolucionar o e-commerce.

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