Aprenda mais sobre APIs neste post

As estruturas de microsserviços têm tomado conta do mercado de desenvolvimento de software nos últimos tempos e se provado a melhor solução para a integração de sistemas. Uma boa arquitetura de Application Programming Interface (API, interface de programação de aplicativos) conta com alguns segredos a serem desvendados pela equipe de Tecnologia da Informação (TI).

Neste post, mostramos como lidar com o desafio da criação de uma arquitetura de API, quais são suas funções e quais as principais estratégias para ter sucesso em seu desenvolvimento. Continue conosco e tome nota!

O que é uma API?

Uma API nada mais é do que uma interface de comunicação entre um software e qualquer outra aplicação que necessite obter informações retidas por esse sistema. Ela é criada quando uma empresa quer permitir que outras ferramentas tenham acesso a dados que estão sob sua tutela. Para isso, integra softwares variados.

Também é uma opção viável para fazer a comunicação entre sistemas internos de uma empresa que foram desenvolvidos separadamente, mas que precisam trocar dados em determinadas rotinas. Uma API tem, assim, três níveis principais:

  • interno: os serviços são prestados apenas para o cliente local, ou seja, softwares dentro da empresa;
  • parceria: os serviços são concedidos a empresas específicas em modelo de parceria;
  • aberto: a API é oferecida ao público em geral e qualquer desenvolvedor pode usá-la.

Funções de uma API

Uma API pode ser construída para atender às mais diversas funções. Afinal, seu principal objetivo é estabelecer um meio de comunicação entre dois sistemas. Já a sua função depende da demanda desses softwares.

Um exemplo famoso é o Google Maps — o aplicativo de mapas do Google. Suas APIs permitem que várias outras aplicações usem seus recursos para exibir mapas, sistemas de localização e outras soluções.

Funcionamento de uma API

Cada microsserviço é desenvolvido com uma função básica, que recebe uma entrada de dados e devolve uma informação na saída. Um exemplo prático dessa comunicação é a integração entre um Customer Relationship Management (CRM, sistema de gestão de relacionamento com o cliente) e um Enterprise Resource Planning (ERP, sistema de gestão empresarial).

O CRM pode enviar o número do documento de um cliente (o Cadastro de Pessoa Física – CPF, por exemplo) para a API de integração e solicitar seus dados de compra. O microsserviço busca no ERP e entrega as informações requeridas para o CRM.

Estratégias para criação de uma API

Existem duas estratégias principais para a criação e o fornecimento de microsserviços. Confira!

REpresentational State Transfer (REST)

Essa é a maneira mais utilizada e simples de criar uma API. Por meio do HyperText Transfer Protocol (HTTP, protocolo de transferência de hipertexto), permite que as requisições sejam envelopadas em objetos do tipo JavaScript Object Notation (JSON, notação de objeto JavaScript) e enviadas de forma segura. Como resposta, recebem objetos no mesmo modelo.

Simple Object Access Protocol (SOAP)

É um protocolo para a troca de informações estruturadas em plataformas descentralizadas e distribuídas. Tem como base a eXtensible Markup Language (XML, linguagem de marcação extensível) e é dividido em três partes:

  • envelope, que indica o que está na mensagem e como processá-la;
  • conjunto de regras codificadas, que expressa as instâncias dos tipos de dados definidos na aplicação;
  • convenção, que representa chamadas de procedimentos e respostas.

Implementar uma arquitetura de API não é uma atividade complexa. Além disso, pode compensar os recursos investidos na integração dos sistemas, já que eles tendem a apresentar melhor desempenho quando trabalham em conjunto.

Animado para utilizar APIs na sua empresa? Envie-nos um feedback.

Assine a nossa newsletter e receba conteúdo exclusivo sobre esse e outros temas.